Um suspiro aqui, outro ali.
Todos os dias o mesmo desconforto, aquele aperto no peito e aquele pequeno terramoto que parece não se saber bem a origem pela qual surge.
Todos os dias, algo que nos incomoda ou incomodou persegue, sobre formas que o nosso corpo transparece de formas incompreendidas.
Mais um suspiro, e não sei bem porquê. Os pulmões estão cheios de ar, a traqueia não está a fechar, eu consigo respirar na perfeição.
Inspiro.
Ao meu redor tudo estremece, tudo anda à roda, numa roda de multitarefas diferentes que ainda não descobri o que são ou para o que servem ou para onde vão.
Tudo parece estar prestes a ruir sobre mim, sinto a minha mão deslocar-se com força para o meu peito, dói, mas não sei bem porquê ou onde, só sei que dói.
A casa rodopia à minha volta, a rotina mantêm-me activa e viva, e mata-me diariamente também.
Sinto o bater do meu coração acelerado. Parece que vai explodir.
Páro. Expiro.
Tudo à minha volta, volta ao sitio, o corpo já não treme, e a casa já não vai cair.
Já não estou sozinha.
Todos temos um terramoto, cabe encontrar o epicentro deste.
Tenho saudades de quando eras tu e eu, de quando eras o modelo de homem que eu tinha na minha vida. Tenho saudades dos nossos momentos, e de quando discutíamos e minutos depois com um sorriso e um xi-coração nos resolvíamos, tenho saudades de quando era a menina dos teus olhos, e tu o homem da minha vida, tenho saudades de tudo o que vivi contigo e de tudo o queria ter vivido contigo, sinto que muita coisa ficou por ser dita, queria ter a oportunidade de te dizer mais uma vez o quanto te adoro, e o quanto me fazes falta. Oh meu Deus, tanta falta que tu me fazes, é uma falta que mais ninguém conseguirá preencher, podem acalmar mas não preencher. Sinto a falta do teu carinho quando eu chorava, dos teus ralhetes quando eu me portava mal, dos teus incentivos, sinto tanto a tua falta que dói e dói tanto que sempre que falo de ti, sempre que escrevo de ti não consigo deixar de te imaginar aqui ao meu lado e começo a chorar, lágrimas que com o seu teor salgado demonstram a angustia com que t...

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